terça-feira, 30 de julho de 2013

Aprendi que... hunf!

Aprendi que... hahaha eu sempre detestei textos como esse pq parece que vc já é o fodão que já aprendeu tudo e agr tá de boa só disseminando conhecimento! Nhé >< mas hj eu vou fazer um texto assim, pq sei lá, me deu vontade!
Em 2013 eu aprendi que há fases na vida em que vc pode se sentir um bosta, um nada, fracassado, azarado, derrotado, tudo tá ruim, tudo tá cinza, triste. E tá, essa fase de merda pode demorar um bocado pra passar, sabe? E ai vc tenta empurrar com a barriga na esperança de que em algum momento as coisas comecem a melhorar. Que vc comece a gostar do curso, que vc comece a entender melhor as coisas que se passam na sua mente, que vc comece a aceitar que certas coisas e pessoas simplesmente não mudam por vc pq vc não é o umbigo do mundo, e que sempre sempre vai ter aquela coisa que te machuca e que talvez te acompanhe pela vida toda. Mas ai esse levar com a barriga fica denso, falta o ar, falta a vida! Ai vc se pega chorando, deitada na cama, rezando pra esse momento dos infernos passar logo pq nada parece melhorar e vc parece ter esperado tempo demais! Não é ingratidão, vc é grata por ter todos os sentidos, por ter comida e bla bla bla sim, vc é grata sim! Mas ser grata não apaga as coisas que estão acontecendo, não ameniza as tristezas que vc sente já faz tanto tempo. Então, ok! É isso vida, eu tô aqui, sofrendo feito um cão, não tô comparando a minha dor com a de ngm e nem quero que ngm compare qualquer dor com a minha. Eu Karina, estou numa fase puta que pariu dos infernos ruim, mas coisas boas estão acontecendo. E são, como sempre, nas pequenas coisas, nas entrelinhas, nos gestos mais simplórios que eu me agarro, que eu amarro o barco pra correnteza não me levar, que eu finco meus pés na esperança de não achar um caminho que acabe com algo que eu tenho que passar. Vamos lá, tenho que passar por isso? Beleza, me dê forças, cosmos! Ou faça eu descobrir a força que existe em mim. Eu sou boa  o suficiente pra passar por isso? É castigo, ou só azar? Sei lá, de qualquer maneira já cansei do papel de vítima, papel esse que não condiz com a minha personalidade, não combina com quem eu sou. Eu tô triste, eu tô matando um leão por dia pra continuar, mas td bem, vamos lá.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Dizem que se precisa de muita coragem para aceitar certas verdades sobre si mesmo. Algumas verdades dolorosas que jamais pensaríamos que fossem parte de nós . É sempre mais fácil apontar as imperfeições alheias.

No começo do ano uma amiga muito querida minha faleceu. Ela se matou. A objetividade da frase anterior resume um pouco o choque eu senti. Foi ''pa pum'', assim mesmo. Ela se matou e fiquei sabendo por uma mensagem que a irmã dela postou no Facebook.

Vasculhei alguns comentários e descobri um que confirmava a minha suspeita do suicídio - a irmã dela não anunciou toda saltitante que a irmã havia se matado. Ela simplesmente comunicou que a Fabi falecera.

Eu conversava com ela, eu escutava e desabafa, nós sabíamos o quão difícil era viver com tudo o que sentíamos, e eu não pude impedir que ela escolhesse quando seria o ponto final. Me culpei durante dias, passei semanas agoniada, chorando, em profundo desespero. Meu desespero, no entanto, não residia somente no fato de uma pessoa incrivelmente bonita e inteligente que por acaso era também uma pessoa de muita estima minha ter falecido de uma forma tão desesperadora. Eu fiquei incomodada com o fato de eu não ter conseguido me matar também.

Por quê ela conseguiu e eu não? Qual foi a gota d'água pra ela? Nós éramos tão parecidas, a gota d'água pra ela pode ser a mesma gota que fará meu copo transbordar, meu instinto de sobrevivência se calar e eu finalmente conseguir encerrar a minha participação nesse show de horrores que é a minha vida.

Me senti ainda pior com isso. Que pessoinha egoísta eu, não é? Sim, eu fui egoísta nesse momento, como em muitos outros da minha vida.
Nos dias que se seguiram, nas semanas de agonia que citei, comecei a refletir sobre a minha existência. Não cheguei a nenhuma conclusão brilhante, mas achei que eu deveria procurar ajuda. Entendi que eu não entendia e que isso me prejudicava. Talvez a minha vida não fosse um show de horrores, mas uma história com personagens e situações ocultas. Não se me explico bem... Achei que a minha vida fosse mais do que meus olhos pudessem enxergar, achei que eu estivesse enterrada num conto de fadas com final triste, achei, enfim, que eu era uma mocinha vista somente do meu ponto de vista. Eu estava maniqueisando a minha existência, e não gostei de descobrir isso.

Uma amiga minha já havia me apresentado à Graça. Uma terapeuta calma e divertida que parece ser o tipo de pessoa que vc só conhece no pico de uma montanha no Tibet. Da primeira vez que a vi, eu estava num desespero extremo por situações que não quero compartilhar. Fui só uma vez, achei que aquilo não era pra mim, e decidi vivenciar o meu caos particular sozinha.

Mas quando a minha amiga morreu as coisas mudaram um pouco. Eu achei que precisava dessa mulher pra eu conseguir me entender. Nem que me entender me levasse a morte, pelo menos eu entenderia o porquê queria morrer, pq estava me sentindo completamente burra em relação a mim, e não achava que me matar por estar infeliz era entender o porquê de eu querer morrer. Tinha coelho nessa cartola, e eu queria descobrir.

Admitir que se precisa de ajuda é um saco. Não me sentia a vontade nas primeiras sessões, não queria falar das minhas angustias, eu tinha vergonha e me sentia muito desconfortável. Mas depois da terceira ou quinta, não me lembro bem, eu só queria sair gritando na rua ' Ei, vc, faça terapia!'.

Uma pessoa que me escuta e não me julga. Uma pessoa que conhece o meu lado mais sombrio e me diz que isso não me torna um monstro e nem nada disso. A minha sinceridade não ofende essa pessoa. Acho que me encontrei com o lado divino de se estar vivo. Toda aquela compreensão que dizem que Deus têm, eu acho que encontro isso na terapia.

As sessões ainda existem, eu ainda preciso aprender muito sobre mim. Toda vez descubro alguma verdade que me faz crer que ainda faltam muitas verdades pra eu descobrir sobre mim. Eu gostaria de poder fazer terapia todos os dias, todas as horas - porque eu sou exagerada, e isso faz de mim uma pessoa ansiosa e isso faz de mim uma pessoa que precisa de terapia, rs.

Não sei ao certo quando as coisas começaram a mudar, quando eu deixei de me sentir presa em mim e passei a aceitar a possibilidade de que eu posso conviver em harmania comigo mesma. Mas é, é o que aconteceu...

Ainda é uma possibilidade, veja bem... Eu ainda não convivo em harmonia comigo mesma. Na verdade, por esses dias, estava esperando por um milagre. Uma revira volta dessas de novela, que faz a vida da pessoa melhorar no meio do furacão. É pedir muito? rs

Acho que só estou cansada e preciso dar uma pausa. Me afasta de tudo o que me preocupa, ou não me preocupar mais. Ainda não sei...  Quero mesmo viajar, jogar algumas peças de roupa numa mochila e sair por ai, sem destino, procurando me encontrar. Quero muito ser apresentada a mim mesma, e gostaria que fosse como nos livros que eu leio.



quinta-feira, 18 de julho de 2013

Você não sabe como é, sabe?

O que vc sente além do medo? O que vc sente além daquele meio fio de voz irrompendo do seu cérebro para o seu coração? Não dá pra diferenciar o medo dessa voz, não dá pra ver direito através dessa parede tão espessa e fina que eu criei. Eu sinto que já perdi muito, e nem sei como tenho mais a perder. 

O que eu quero não há como ter. Entende? Não, vc não entende, vc nem imagina como é. 
Arrastar-se todo dia, falar algumas coisas engraçadas, rir de mim mesma  e continuar. 
Aos sábados eu tento entender quem eu sou, mas fica difícil com tantos demônios do passado vindo me atormentar. 

Sim, eu melhorei nos últimos tempos. Eu consegui sair daquele estágio letal e vir pra superfície. No começo estranhei, é tudo tão cheio de vida que eu não sei direito como lidar. Não sei direito como lidar com esse súbito desejo pelo ar, pelo sangues nas veias e não na pontas de uma faca. 

É difícil, às vezes, quando acordo, saber o que quero. Não sei mais se quero desistir de tudo e ficar na cama pra sempre ou se quero realmente tentar ser feliz. Mas entre um querer e outro não quero mais ir embora, e querer ficar nesse mundo é algo muito estranho e novo pra mim. 

Talvez seja por isso que de vez em quando me pego numa tristeza que me avassala. Antes, sair daqui significava paz, o fim, e um novo começo também? Não, nunca novo começo, sempre o fim paralítico e eterno. Seria um ponto final numa história que só me trazia dor. Aquelas narrativas que acompanham os últimos momentos de um personagem que simplesmente não aguenta mais, e que pede às pessoas queridas que fiquem feliz por ele estar indo embora. 

Desejar não ir significa passar por momentos ruins e ainda assim querer ficar. Não faço ideia de como isso foi acontecer. Ou talvez eu faça sim. 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Branco e Preto

Às vezes o mundo parece ficar em branco e preto, mas não como naqueles filmes antigos, onde branco e preto se complementam de tal forma que o colorido jamais conseguiria... O branco e preto do qual falo é aquele que faz tudo ficar frio e sem sentido.  E por mais que todo mundo ao meu redor pareça estar colorido, continuam branco e preto, e eu continuo branca e preta, e a vida fica cada vez mais branca e preta. E eu acho que já estou ficando de saco cheio de tudo isso. De ir dormir achando que ao acordar me sentirei melhor, e acordar pensando que ao final do dia me sentirei melhor. Pq não acontece, e eu vou indo cada vez mais pra baixo e pra baixo e pra baixo. E agora nem quero tentar mais subir, mas tb gostaria de não descer tão fundo, mas talvez eu precise. Talvez ainda não esteja fundo o suficiente...  

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Inquietude

Durante um certo período da minha vida fui adepta da Doutrina Espírita. Me sentia muito inquietada, inquietude essa causa por acontecimentos dolorosos. No espiritismo, de início, encontrei alento e explicações.

Infelizmente, por motivos que não quero mencionar aqui, fiquei bem descrente de tudo o que vi e aprendi. A vida tem esses acontecimentos estranhos que, como se fosse vento, arrasta minha mente de papel de um lado ao outro em questão de segundos.

A solidão que sinto por não ter uma crença é forte. Acreditar em algo, pelo menos pra mim, dá força e motivação. Fiquei sem chão, sem meu norte. Às vezes me sinto alheia ao mundo e a mim mesma.

Acredito que exista um Deus, um ser supremo que diferentemente do ser humano, prega somente o amor. Acredito que existe um plano para todos nós, e que há situações na vida - boas e ruins - que são inevitáveis.

Porém não concordo com o jeito que as coisas funcionam e ainda acho que o livre arbítrio é uma furada. Um poder muito grande dado a um ser muito falho. Mas como não sou Deus, creio que minha divergência de opinião com o plano Dele é de toda ineficaz.

Não há uma caixa de correio, não há papel e caneta que cheguem até Ele. Tenho minhas reivindicações, mas as faço ao vento. Não, não concordo com o jeito que o mundo é, e por vezes já desejei tão avidamente não fazer mais parte disso.

Não existir é algo reconfortante, mas eu existo e não existir seria aniquilar-me e quando penso por este ponto de vista o reconfortante passa a ser horrível!

De onde eu vim? Para quê eu vim? Se Deus me criou pq às vezes sinto não ser parte dele e nem de nada? Ser ser humano, Deus, não é nada fácil!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

2012/2013

Ano bom! 2013 começou bem e sem expectativas maçantes que empurram a gente pra baixo. Viver e deixar viver! 
O ano de 2012 foi um ano de duros aprendizados, mas parece que a ficha mesmo veio cair só agora. 
O tempo é mesmo sábio, vai lapidando e preparando a gente pro momento certo. Esse tal de momento certo existe mesmo. 
Não, eu não consegui a minha tão sonhada e suada vaguinha na Medicina, mas esse sonho ainda não morreu. Eu acordo meus sonhos todos os dias.
No entanto consegui coisas tão grandes e tão bonitas que seria até injusto dizer que 2012 não foi um período bom em minha vida. 
Só de pensar nas pessoas que conheci, nos novos conhecimento que carrego comigo agora, na nova forma de ver e lidar com certos acontecimentos que antes me faziam ir ao chão, eu fico imensamente grata.
Aprendi a ser grata pelos momentos difíceis, e infinitamente grata pelos bons, e tive todos eles em 2012. 
Como escreveu uma vez meu poeta preferido, eu tenho em mim todos os sonhos do mundo! 
E estou mais do que pronta pra arregaçar minhas manguinhas e trabalhar pesado pra em 2014 ver meu nome naquela listinha linda que tá me esperando. De alma lavada e peito aberto, eu grito pra vc 2013, vem pra mim! Com tudo o que tiver que ser e acontecer. Não espero que vc seja bom comigo o tempo todo, mas eu com certeza serei pra vc. 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Desespero nem tão silencioso

Não é fácil olhar pra dentro, nunca foi. Sempre há algo de sombrio dentro de cada um de nós, algo que queremos sufocar por medo ou por coragem.  Ou talvez seja só comigo...

Dezembro tem sido um mês bem complicado. Às vezes quero pular de um prédio e às vezes quero construir um. Coragem e medo de alternam dentro de mim, e sinceramente? Não sei  até onde posso levar isso.

Uma hora estou super disposta e animada, sentindo que posso alcançar todos os meus objetivos, mas logo em seguida a única vontade que eu tenho é de ficar deitada na minha cama, esperando pelo 21 de Dezembro, que não vai  dar em nada! rs

Não é depressão, não é tristeza, é desespero silencioso. É a o sentimento mais perigoso que já senti, pois não quero chorar ou desabafar com alguém, não há tristeza em mim. O que há é vontade, vontade de muita coisa. Coisa boa e coisa ruim.

Não, não vou me matar. Deus! Pq sempre pensam isso? Não é tão simples assim, estou enfrentando uma batalha dentro de mim e me sinto assustada. Só quero ter tempo pra mim, só quero que não haja tanta cobrança em cima de mim, só quero poder respirar!


Não acho que seja pedir muito, sério! Não aguento mais a Química e a Física e as listas intermináveis que nunca possuem meu nome. Eu não quero mais isso pra mim, eu quero vida. Eu quero poder chegar em casa e falar pra minha mãe que eu tô saindo de casa pq vou fazer Faculdade em outra cidade, e quero me sentir feliz com isso. Quero amadurecer em um lugar onde eu não conheça ninguém.

Quero ser Médica, Escritora, Pintora e Professora. Quero andar de avião e ir ao Japão. Quero meditar e aprender a dizer não à mim mesma. Eu quero mudança. Eu preciso de mudança. Eu preciso de ajuda, e só eu posso me ajudar.


Desespero, e agora nem tão silencioso assim. Acaba 2012, acaba logo!