sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Inquietude

Durante um certo período da minha vida fui adepta da Doutrina Espírita. Me sentia muito inquietada, inquietude essa causa por acontecimentos dolorosos. No espiritismo, de início, encontrei alento e explicações.

Infelizmente, por motivos que não quero mencionar aqui, fiquei bem descrente de tudo o que vi e aprendi. A vida tem esses acontecimentos estranhos que, como se fosse vento, arrasta minha mente de papel de um lado ao outro em questão de segundos.

A solidão que sinto por não ter uma crença é forte. Acreditar em algo, pelo menos pra mim, dá força e motivação. Fiquei sem chão, sem meu norte. Às vezes me sinto alheia ao mundo e a mim mesma.

Acredito que exista um Deus, um ser supremo que diferentemente do ser humano, prega somente o amor. Acredito que existe um plano para todos nós, e que há situações na vida - boas e ruins - que são inevitáveis.

Porém não concordo com o jeito que as coisas funcionam e ainda acho que o livre arbítrio é uma furada. Um poder muito grande dado a um ser muito falho. Mas como não sou Deus, creio que minha divergência de opinião com o plano Dele é de toda ineficaz.

Não há uma caixa de correio, não há papel e caneta que cheguem até Ele. Tenho minhas reivindicações, mas as faço ao vento. Não, não concordo com o jeito que o mundo é, e por vezes já desejei tão avidamente não fazer mais parte disso.

Não existir é algo reconfortante, mas eu existo e não existir seria aniquilar-me e quando penso por este ponto de vista o reconfortante passa a ser horrível!

De onde eu vim? Para quê eu vim? Se Deus me criou pq às vezes sinto não ser parte dele e nem de nada? Ser ser humano, Deus, não é nada fácil!