Às vezes penso que a vida é um desses faz de conta. Faz de conta que hoje eu sou uma outra pessoa. Quero isso, quero brincar de mentir, quero usar toda a licença poética que existe nisso. Me permitir mentir, sem peso na consciência.
Quero a sua ajuda. A ajuda dessa menina que eu vejo do outro lado do espelho, pois eu estava procurando alguém pra fingir ser e me veio ela, assim, simplesmente pipocou na minha mente. Sabe que, quando menor, eu costumava tentar pegar essa menina do espelho no menor deslize. A ideia e alguém imitando todos os meus movimentos me parecia rídicula, afinal de contas não era legal ser eu, então, não havia motivo pra alguém querer me imitar.
Essa eu do outro lado do espelho era insistente, e sempre ganhava. Até que um dia... Bom, um dia eu consegui descobrir a diferença entre nós duas. Quando eu ia, por exemplo, apertar uma espinha, ela simplesmente, mecanicamente me imitava, mas talvez fizesse isso por obrigação. E foi aí que notei a diferença.
Quando eu saía da frente do espelho, eu continuava a me apertar - por dentro e por fora - mas ela não. Ela ia pro mundo dela - aquele, do outro lado - e tentava viver uma vida normal. Sei disso por intuição, e minha intuição não costuma falhar.
Então, quando eu voltava pra frente do espelho, ela voltava também. Mas seu olhar era triste e desapontado, eu a estava obrigando a fazer certas coisas, e ela, por conta desse tipo de magia negra que nos prendia, tinha que fazer. Tinha que me imitar.
Um dia tentei olhar bem em seus olhos, e foi aí que percebi que queria ser ela, ou pelo menos fingir ser. Talvez ela fizesse as coisas de uma maneira diferente - e melhor. Talvez... se eu trocasse de lugar com ela, se eu fosse a aprisionada no espelho todos os meus problemas sumiriam, todos os meus demônios ficariam aprisionados lá também, e eu, por ser uma extensão dela, viveria as alegrias que ela viria a vivenciar - alegrias essas que talvez eu mesma nunca fosse capaz de viver por mim.
"Eu não escrevo pra ninguém e nem pra fazer música, e nem pra preencher o branco dessa página linda. Eu me entendo escrevendo, e vejo tudo sem vaidade, só tem eu e esse branco, ele me mostra o que eu não sei. E me faz ver o que não tem palavras, por mais que eu tente são só palavras, por mais que eu me mate são só palavras''
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
Nostalgia
Às vezes bate uma saudade de tudo o que poderia ter sido e não foi, e também de tudo o que acabou sendo. Saudade das pessoas que saíram da minha vida, assim, não mais que de repente. Eu sei que tudo que vai, vai por algum motivo - e quase sempre é pro nosso próprio bem, mas também sei bem que tudo o que vai deixa lacunas, que vez ou outra causam a sensação de uma comida que não desceu bem. Esses dias reencontrei muita gente do colégio, a maior parte deles colegas, mas algumas foram AQUELAS pessoas, sabe? Aquelas que na época eu confiava inteiramente, e chegava a usar o clichê ' pra sempre'.
Eis uma coisa que a gente aprende - ou não - quando cresce: O pra sempre sempre acaba. Nada é pra sempre... Minto....
Lembranças são - a não ser que a pessoa sofra um acidente e as perca. Mas mesmo assim, algumas das coisas mais importantes da vida ficam gravadas na alma e não no cérebro. Parece que é algo que o corpo faz pra você não esquecer de quem você foi, de quem você é, e de quem você vai ser.
Pois no fundo a gente já sabe o que vai ser, mesmo sem saber. É como uma espécie de intuição doentia.
Ai como eu queria voltar para os meus 15 anos. Minha nossa, como eu queria! Mudaria tanta coisa, tentaria ser mais feliz. Eu sei que ficar desejando isso é inútil e insalubre. O tempo não volta e eu tenho mais é que me preocupar com o meu presente, que amanhã será tb meu passado...
Acho que ninguém mesmo entra aqui, mas se vocês, que fizeram parte da minha vida em algum momento, se eu já dividi segredos, angústias, alegrias... Saibam que eu sinto saudade. E mesmo sabendo que as coisas não vão ser mais como antes e que talvez seja mesmo melhor cada um pra um lado, sem fazer parte da vida do outro; sinto falta de vocês, sinto falta demais.
Aprendi muito com cada um, me machuquei bastante também, mas certamente fui mais feliz do que triste.
Minha vida vai bem, na verdade ela vai bem ao jeito dela, com seus altos bem altos e baixos beeeeem baixos. E enquanto isso eu fico aqui lembrando, lembrando da história do que foi e do que poderia ter sido. Algumas coisas continuam iguais... e outras....
Eis uma coisa que a gente aprende - ou não - quando cresce: O pra sempre sempre acaba. Nada é pra sempre... Minto....
Lembranças são - a não ser que a pessoa sofra um acidente e as perca. Mas mesmo assim, algumas das coisas mais importantes da vida ficam gravadas na alma e não no cérebro. Parece que é algo que o corpo faz pra você não esquecer de quem você foi, de quem você é, e de quem você vai ser.
Pois no fundo a gente já sabe o que vai ser, mesmo sem saber. É como uma espécie de intuição doentia.
Ai como eu queria voltar para os meus 15 anos. Minha nossa, como eu queria! Mudaria tanta coisa, tentaria ser mais feliz. Eu sei que ficar desejando isso é inútil e insalubre. O tempo não volta e eu tenho mais é que me preocupar com o meu presente, que amanhã será tb meu passado...
Acho que ninguém mesmo entra aqui, mas se vocês, que fizeram parte da minha vida em algum momento, se eu já dividi segredos, angústias, alegrias... Saibam que eu sinto saudade. E mesmo sabendo que as coisas não vão ser mais como antes e que talvez seja mesmo melhor cada um pra um lado, sem fazer parte da vida do outro; sinto falta de vocês, sinto falta demais.
Aprendi muito com cada um, me machuquei bastante também, mas certamente fui mais feliz do que triste.
Minha vida vai bem, na verdade ela vai bem ao jeito dela, com seus altos bem altos e baixos beeeeem baixos. E enquanto isso eu fico aqui lembrando, lembrando da história do que foi e do que poderia ter sido. Algumas coisas continuam iguais... e outras....
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Confusão
O mundo em pequenos pedaços, é sempre assim que eu vejo. De um lado a fantasia, e do outro o desapego. Sempre fui muito criativa, imagino histórias em segundos, posso ser rainha, dona da vila, dona do mundo. O problema é que essa minha mente aguçada pro faz de conta não aceita viver o que é real. Acho que me acostumei demais com o meu mundo, esse que eu invento - esse que é mil, retalhado - e agora não consigo mais me encaixar em nenhum outro. É estranho, mas desde sempre foi assim. Nunca consegui me sentir parte de algo, de alguém. Hoje me perguntei se eu passo mais tempo sonhando porque tenho medo. Descobri que tenho medo, só que não de olhar para os outros e sim de olhar pra mim mesma. Tenho medo de mim, não sei me domar. Parece que dentro do meu corpo moram várias pessoas, várias e tão diferentes, cada uma quer uma coisa e eu não sei a quem obedecer, porque essa eu que escreve agora não quer nada, ou quer, mas fica sempre indecisa entre dois quereres e acaba escolhendo o que as outras querem, nunca o que ela quer. Esse ano foi o primeiro ano em que eu tive medo de morrer, eu sei que pode ser normal já que a minha mãe passou por um momento difícil e isso, de alguma forma, deve ter me impressionado.Mas é que quando paro pra pensar melhor não entendo como alguém que não vive pode ter medo de morrer. Eu só existo, viver é outra coisa. Deve ser mais denso, ou não.. Na verdade deve ser mais leve, já que eu - que não vivo - me sinto densa todo tempo. Me sinto como um daqueles malvados de desenho que quando vai preso fica com uma bola de ferro amarada em um dos pés. Me sinto amarrada. Não sei dizer se meu corpo é minha casa ou meu cárcere, tampouco sei dizer se a casa na qual eu moro é meu lar ou meu cárcere. O não saber acaba comigo, eu preciso saber, preciso ter certeza de alguma coisa, pois essa incerteza que tenho de mim criou um vazio muito grande, que engole tudo, que me engoliu, e eu não sei mais como posso chamar esse vazio de vazio, já que eu estou nele. Talvez eu seja vazia também - pois essas coisas, no fundo, a gente nunca sabe.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Você ia, Eu vinha
Você ia por ali
E eu vinha por aqui
Um descompasso premeditado
Você não queria mais sermão
Eu não quis mais ter coração
Fomos fruto do acaso
Sentada naquele bar
O que eu esperava achar
Era um copo e solidão
Ia lá sempre as onze
Hora em que o sol e o amor se escondem
Pra perder o coração
Mas por um motivo oculto
Fui te achar sentado ao lado
De uma calça, cigarro em mãos
Você dizia exaltado
Que preferia ser esamagado
A entregar seu coração
E eu fiquei intrigada
Pois a tempos uma confusão não chamava tanto a minha atenção
Já não sei se foi a fumaça, os berros ou a causa da discussão
Que me fizeram ficar estática
Esquecer da minha cachaça
Embaçar minha visão
Quando percebi a mesa estava vazia
Não havia mais você, não havia mais briga
Só o cupom fiscal
Levantei desorientada
Peguei o metrô e fui pra casa
O que aconteceu então?
É que enquanto você discutia
Na mesa do bar, sem cerimônia
Eu lembrei de uma canção
Que um dia alguém cantou pra mim
E que dizia assim ' me entregue seu coração'
Depois que a música parou
Eu não soube o que dizer
E o cantor me deixou
Desde aquele dia
Tudo o que esse cantor fazia
Era cantar sobre 'desilusão'
E mesmo longe dele
Eu ouvia toda melodia
Que misturada com agonia
Virava uma bela canção
Eu não respondi antes
Pois quando tive a chance
Tive medo e me escondi
E acho que esse medo
Destrancou minha alma
E trancou seu coração
Pois agora o cantor
Que em uma canção pediu meu coração
Prefere ser esmagado a enfrentar de novo uma grande paixão.
E eu vinha por aqui
Um descompasso premeditado
Você não queria mais sermão
Eu não quis mais ter coração
Fomos fruto do acaso
Sentada naquele bar
O que eu esperava achar
Era um copo e solidão
Ia lá sempre as onze
Hora em que o sol e o amor se escondem
Pra perder o coração
Mas por um motivo oculto
Fui te achar sentado ao lado
De uma calça, cigarro em mãos
Você dizia exaltado
Que preferia ser esamagado
A entregar seu coração
E eu fiquei intrigada
Pois a tempos uma confusão não chamava tanto a minha atenção
Já não sei se foi a fumaça, os berros ou a causa da discussão
Que me fizeram ficar estática
Esquecer da minha cachaça
Embaçar minha visão
Quando percebi a mesa estava vazia
Não havia mais você, não havia mais briga
Só o cupom fiscal
Levantei desorientada
Peguei o metrô e fui pra casa
O que aconteceu então?
É que enquanto você discutia
Na mesa do bar, sem cerimônia
Eu lembrei de uma canção
Que um dia alguém cantou pra mim
E que dizia assim ' me entregue seu coração'
Depois que a música parou
Eu não soube o que dizer
E o cantor me deixou
Desde aquele dia
Tudo o que esse cantor fazia
Era cantar sobre 'desilusão'
E mesmo longe dele
Eu ouvia toda melodia
Que misturada com agonia
Virava uma bela canção
Eu não respondi antes
Pois quando tive a chance
Tive medo e me escondi
E acho que esse medo
Destrancou minha alma
E trancou seu coração
Pois agora o cantor
Que em uma canção pediu meu coração
Prefere ser esmagado a enfrentar de novo uma grande paixão.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Eu e os outros
A vida é mesmo algo complicado. Desde o complexo funcionamento do corpo humano até as relações que os seres humanos estabelecem uns com os outros. Não é a gente que complica não, as coisas são complicadas, atrapalhadas, assustadoras. Esses dias me bateu uma daquelas reflexões... Eu nunca reflito sobre uma coisa por vez, quando vem vem tudo de uma vez, toda a minha vida, todos os problemas, angústias, planos... Esses dias tenho me sentido meio idiota, usada, e até - pq não dizer - ultrajada. Parece que eu estou sempre fazendo muito pelos outros, e que ninguém está fazendo nada por mim. Tudo bem que quem tem que fazer por mim sou eu mesma, e que a gente não pode esperar que todo mundo seja como a gente, mas machuca um pouco saber que a gente não recebe o mesmo valor ou valor nenhum...
Então, intimamente, decidi que ia fazer mais por mim, que iria ficar mais individualista e parar de querer salvar o mundo e coração dos outros - afinal de contas eu tenho o meu pra salvar. E hipotéticamente estava tudo bem, perfeito, até que... até que o plano começou a entrar em prática, e eu ao invés de ficar feliz, fiquei mais triste ainda. As pessoas não são idiotas, elas percebem uma mudança brusca, e eu fico me sentindo o lobo-mau da história. Queria saber o que fazer agora, descobrir o que é melhor pra mim e para os outros. Não quero magoar ninguém, mas quero pertencer mais a mim mesma., pois quando eu quero gritar, chorar, pular do décimo andar, só posso contar, desabafar comigo mesma. Parece que quanto mais eu falo para as pessoas como eu me sinto menos elas me entendem. Será que eu sou de outro planeta? Será essa a causa de tanta falta de compatibilidade ente eu e o resto do mundo?
No meio de tudo isso só me resta deitar na cama, olhar pro teto e tentar não pensar em nada. Deixar o braco entrar na minha mente e apagar tudo o mais. Não quero mais querer. Não quero mais planos. Quero é não sentir. Mas será que é possível estar vivo sem sentir?
Então, intimamente, decidi que ia fazer mais por mim, que iria ficar mais individualista e parar de querer salvar o mundo e coração dos outros - afinal de contas eu tenho o meu pra salvar. E hipotéticamente estava tudo bem, perfeito, até que... até que o plano começou a entrar em prática, e eu ao invés de ficar feliz, fiquei mais triste ainda. As pessoas não são idiotas, elas percebem uma mudança brusca, e eu fico me sentindo o lobo-mau da história. Queria saber o que fazer agora, descobrir o que é melhor pra mim e para os outros. Não quero magoar ninguém, mas quero pertencer mais a mim mesma., pois quando eu quero gritar, chorar, pular do décimo andar, só posso contar, desabafar comigo mesma. Parece que quanto mais eu falo para as pessoas como eu me sinto menos elas me entendem. Será que eu sou de outro planeta? Será essa a causa de tanta falta de compatibilidade ente eu e o resto do mundo?
No meio de tudo isso só me resta deitar na cama, olhar pro teto e tentar não pensar em nada. Deixar o braco entrar na minha mente e apagar tudo o mais. Não quero mais querer. Não quero mais planos. Quero é não sentir. Mas será que é possível estar vivo sem sentir?
sexta-feira, 8 de julho de 2011
O que eu quero - e o que não quero mais
Eu estou tentando achar, achar aquilo que vai acalmar a minha alma. Estou tentando encontrar a minha melodia, minha canção perdida, o amor que eu nunca tive, minha roupa preferida, minha fragância, meus livros não lidos. Antes era diferente, porque eu procurava respostas, mas agora não as quero mais. Não quero saber porque as coisas são assim e não assado, ou o motivo que fez fulano se jogar do décimo andar, tb não quero me lembrar pq eu já quis me jogar do décimo andar. Eu quero apenas apreciar o momento. Quero chorar sem pensar na razão, quero rir apenas por rir. Quero não fazer nada. Quero sentir no estado mais bruto que há. Eu quero a essência.
sábado, 25 de junho de 2011
Desejo vão
Não sei se vcs acreditam em Deus, e na verdade nem me interessa. Não suporto discutir religião, nem mesmo com as pessoas que são da mesma religião que eu. Acho que religião - ou a ausência de - é mais uma forma de enxergar o mundo do que qualquer outra coisa.
Quanto a mim, acredito em Deus, verdade que acredito desacreditando. É complicado...
Não gosto de figuras muito enigmáticas, tenho dificuldade pra acreditar no que eu não sinto, e nunca senti Deus. Nunca senti o amor que todos dizem que ele tem por mim e por todos os seres do mundo, nunca senti o conforto que tanto falam que ele dá quando se pede. Sei lá, estou me sentindo perdida. Queria que Deus pudesse ver através de mim, queria que ele me entendesse sem me julgar. Que ele não me castigasse pra me ensinar. Queria sentir o conforto, o afago, queria deitar em seu colo. Queria saber como é sentir que Deus se importa comigo, só por um dia. Vai ver não sou tão especial assim, sou só mais um ser humano vagando perdido no mundo, procurando entender, procurando achar algo que explique, que dê sentido. Talvez eu seja mesmo só mais um gauche. Será que quando eu peço ajuda pra Deus ele escuta?
Quanto a mim, acredito em Deus, verdade que acredito desacreditando. É complicado...
Não gosto de figuras muito enigmáticas, tenho dificuldade pra acreditar no que eu não sinto, e nunca senti Deus. Nunca senti o amor que todos dizem que ele tem por mim e por todos os seres do mundo, nunca senti o conforto que tanto falam que ele dá quando se pede. Sei lá, estou me sentindo perdida. Queria que Deus pudesse ver através de mim, queria que ele me entendesse sem me julgar. Que ele não me castigasse pra me ensinar. Queria sentir o conforto, o afago, queria deitar em seu colo. Queria saber como é sentir que Deus se importa comigo, só por um dia. Vai ver não sou tão especial assim, sou só mais um ser humano vagando perdido no mundo, procurando entender, procurando achar algo que explique, que dê sentido. Talvez eu seja mesmo só mais um gauche. Será que quando eu peço ajuda pra Deus ele escuta?
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Estou tendo um dia ruim
Ás vezes eu quero que as pessoas me entendam, mas quero tanto que a não compreensão chega a ser uma tortura. Esses dias andei pensando sobre isso, sobre essa minha obsessão em ser aceita, em agradar, em estar fazendo tudo 'certo'. Não posso desapontar meus pais, mesmo quando estou arrasada tenho que ser uma boa amiga - engolir a minha tristeza pra sarar a dos outros, tenho que ser uma boa irmã - ir até as reuniões já que meus pais não podem, tenho que ser tudo pra eles - e acaba não sobrando nada pra mim. Tudo bem que hoje não estou no meu melhor dia, pra falar a verdade estou confusa e um pouco triste - não no sentido arrasada - sabe aquela tristeza calada que chega sem fazer alarde e que desperta em todos a mesma pergunta - Pq vc está tão calada hoje? - então, é essa. Estou inconformada comigo mesma, eu me deixei de lado. Durante esses anos aguentei o desprezo de muitas pessoas, mas nenhum me incomodou tanto quanto o meu próprio. Ser agente da própria dor é mais dolorido. Quando eu tinha treze anos ainda me restava a esperança do futuro, eu jamais pensava que aos 21 estaria tão mal - ou pior. Estou me sentindo uma idiota, imbecíl, infeliz. Tenho medo que seja assim pra sempre. A tristeza secou meus olhos e vai secar meu coração também.
domingo, 1 de maio de 2011
Tarde, sol, libedade.
Ontem andei pelas tuas ruas, e descobri que elas são só sua.
Como eu pude achar que pertenci, de alguma forma, áquela rua, á você?
Ontem andei pelos caminhos que vc e eu percorremos juntas, mas distantes.
Me esqueci que pra estar perto é necessário estar do lado de dentro, e não do lado.
Ontem percebi que não perdi nada, pq nada nunca foi meu.
E então, ao invés de me sentir triste, de ser invadida por uma nostalgia doentia, me senti feliz.
Feliz porque me libertei de uma corrente invisível que me fazia prisioneira.
Feliz por ter visto que é bom não sentir falta, saudade.
Feliz por saber que sem você eu consigo ser eu, pq com vc eu era apenas um reflexo da sua doença.
Um reflexo do seu faz de conta doentio.
Liberdade - e agora não é só a estação do metrô.
Como eu pude achar que pertenci, de alguma forma, áquela rua, á você?
Ontem andei pelos caminhos que vc e eu percorremos juntas, mas distantes.
Me esqueci que pra estar perto é necessário estar do lado de dentro, e não do lado.
Ontem percebi que não perdi nada, pq nada nunca foi meu.
E então, ao invés de me sentir triste, de ser invadida por uma nostalgia doentia, me senti feliz.
Feliz porque me libertei de uma corrente invisível que me fazia prisioneira.
Feliz por ter visto que é bom não sentir falta, saudade.
Feliz por saber que sem você eu consigo ser eu, pq com vc eu era apenas um reflexo da sua doença.
Um reflexo do seu faz de conta doentio.
Liberdade - e agora não é só a estação do metrô.
The ice is getting thinner
Eu tive um sonho estranho. Sonhei que queria sonhar um sonho que virasse realidade.
De vez em quando eu tenho essas crises durante os sonhos. Eu sonho que quero viver, e quando acordo não quero mais nada.
De vez em quando eu tenho essas crises durante os sonhos. Eu sonho que quero viver, e quando acordo não quero mais nada.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Eu me entendo escrevendo
E então ela disse que seria o fim, mas foi o começo.
Ela gosta assim, ela gosta sim.
Ela é chinfrin, ela é last week.
Ela é dela, porque a necessidade de pertencer a alguém é excruciante.
Ela é na dela, pq tem uma vibe melhor.
Ou talvez... Talvez não tenha uma vibe melhor, e sim uma vibe na qual ela está sintonizada.
Talvez ela precise se entregar e mergulhar em outras vibes.
Talvez ela precise jogar fora todos os papéis escritos ' para sempre'
Talvez ela precise saber de uma vez por todas que pode mudar, sempre.
Ela gosta assim, ela gosta sim.
Ela é chinfrin, ela é last week.
Ela é dela, porque a necessidade de pertencer a alguém é excruciante.
Ela é na dela, pq tem uma vibe melhor.
Ou talvez... Talvez não tenha uma vibe melhor, e sim uma vibe na qual ela está sintonizada.
Talvez ela precise se entregar e mergulhar em outras vibes.
Talvez ela precise jogar fora todos os papéis escritos ' para sempre'
Talvez ela precise saber de uma vez por todas que pode mudar, sempre.
domingo, 24 de abril de 2011
Não meu bem
Eu não fiz pra você olhar
Não fiz pra te convencer
Não fiz pra você me amar
Olha, quanto tempo já passou
A moldura está intacta
E o nosso tempo? E a nossa vez?
Talvez tenha passado também
É meu menino
As coisas mudaram
Você está nos filmes
E eu no teatro
Enquanto eu faço a minha lição
Você é, de novo
A mais nova sensação
Enquanto eu brinco, teimo e finjo
Você vive e sente e conhece
Enquanto eu me jogo no faz de conta
Você faz e acontece
Enquanto eu sonho em ser só sua
Você nem sabe mais que eu existo
Enquanto eu tento apagar a marca tua
Ela se tatua na minha mente
Eu não fiz pra você olhar
Não fiz pra te convencer
Não fiz pra você me amar
Olha, quanto tempo já passou
A moldura está intacta
E o nosso tempo? E a nossa vez?
Talvez tenha passado também
É meu menino
As coisas mudaram
Você está nos filmes
E eu no teatro
Enquanto eu faço a minha lição
Você é, de novo
A mais nova sensação
Enquanto eu brinco, teimo e finjo
Você vive e sente e conhece
Enquanto eu me jogo no faz de conta
Você faz e acontece
Enquanto eu sonho em ser só sua
Você nem sabe mais que eu existo
Enquanto eu tento apagar a marca tua
Ela se tatua na minha mente
sábado, 23 de abril de 2011
Eu era outra
Hoje não sei mais quem sou
Eu já fui tantas
Tantas já calaram minhas dores e meu amor
Eu dasanimo
Mas animo muito gente
Eu sou o suporte
Eu sempre caio de repente
Eu continuo dançando
Mas música já parou
Eu bebo meu sangue
Procuro a cura no que ficou
Eu me desafio
Já me acostumei a perder
Mas eu continuo vivendo
Na esperança de um dia vencer
Hoje não sei mais quem sou
Eu já fui tantas
Tantas já calaram minhas dores e meu amor
Eu dasanimo
Mas animo muito gente
Eu sou o suporte
Eu sempre caio de repente
Eu continuo dançando
Mas música já parou
Eu bebo meu sangue
Procuro a cura no que ficou
Eu me desafio
Já me acostumei a perder
Mas eu continuo vivendo
Na esperança de um dia vencer
sexta-feira, 22 de abril de 2011
A Verdade
Eu costumava amar a verdade. Queria tudo sempre muito bem explicado, detalhado, catalogado. Eu queria as coisas como elas são, e não me importava se isso ia doer ou não.. Mas acontece que a verdade nem sempre é boa, e nem necessária. Acontece, também, que a minha verdade pode ser mentira pra outro alguém. Posso não ter ido a todos os shows, bares, festas, encontros e socorros, mas aprendi muito na minha solidão e no meu modo de viver. E acho que de tudo, ou do quase nada que foi a minha vida - lembrando que o tudo é limitado, mas o nada é infinito - aprendi que é preciso gritar, é preciso doer, é preciso conhecer algumas coisas como elas realmente são, mas é de vital importância, é urgente que cada um cultive dentro de si alguma ilusão. E isso não significa fugir da verdade, e sim brincar de fazer verdades. Verdades que não são VERDADES, mas que são verdadeiramente nossas.
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