quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Rascunho

Valsa comigo menininha
Essa última dança,
Eu sei que não vou mais ver seus doces naufrágios,
Valsa comigo agora.

Pegue nas minhas mãos
E me mostre como é
Viver dentro de um mundo
Brincado de bem ou mal me quer.

Me diz o que você vê
Qando observa o que eu também vejo,
Me diz tudo,
Me dê todos os seus segredos.

Oh, doce menina
Não olhe pra mim assim,
Não me mate antes da hora,
Não olhe como se estivesse habituada a olhar sempre pra mim.

Eu tive tanto tempo
Mas só agora me dei conta
Que a vida é como as pétalas
Das flores que você corta.

Eu nasci já crescido
Quando cresci virei criança
Quando te encontrei virei homem
E a oportunidade de mais valia
Encontrei nessa dança.

Porque eu te observo da minha casa
Enquanto você lê ,obcecada,
Livros que são proibidos por aqui,
Você lê e ainda ri.

E o seu riso solta lampejos
Que escurecem a minha vida,
Um milhão de incertezas
Brotam da mais bela menina.

E quando você corre pra sua casa,
Sabendo já que está encrencada
É o momento que mais anseio,
Quando eu me imagino vento
Pra poder tocar os seus cabelos .

E como eu mesmo queria dar fim em mim
Por não ter tentado antes,
Um quase infinito de felicidade
Saudade do que eu nunca tive,
Saudade.

Mas já decidiram por mim
Que eu vou amar outro alguém.
A mãe eu tenho que defender,
Porque os filhos tem que amar as mães
E as mães convocam seus filhos pra morrer.

Mal sabem eles que morri nesse momento,
Quando vi nos seus olhos negros
A vida que podia e não virou,
Morri agora porque vi nos seus olhos
Que o que você sente também é amor.


Um comentário:

  1. CARALHOOOOO!
    esse poema é um tesãããããoooo!

    GAME OVER! kkkk
    10x0 pra vc, gata! Tá de parabéns, pqp *__*
    GENIAL!!!

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