"Eu não escrevo pra ninguém e nem pra fazer música, e nem pra preencher o branco dessa página linda. Eu me entendo escrevendo, e vejo tudo sem vaidade, só tem eu e esse branco, ele me mostra o que eu não sei. E me faz ver o que não tem palavras, por mais que eu tente são só palavras, por mais que eu me mate são só palavras''
sexta-feira, 22 de abril de 2011
A Verdade
Eu costumava amar a verdade. Queria tudo sempre muito bem explicado, detalhado, catalogado. Eu queria as coisas como elas são, e não me importava se isso ia doer ou não.. Mas acontece que a verdade nem sempre é boa, e nem necessária. Acontece, também, que a minha verdade pode ser mentira pra outro alguém. Posso não ter ido a todos os shows, bares, festas, encontros e socorros, mas aprendi muito na minha solidão e no meu modo de viver. E acho que de tudo, ou do quase nada que foi a minha vida - lembrando que o tudo é limitado, mas o nada é infinito - aprendi que é preciso gritar, é preciso doer, é preciso conhecer algumas coisas como elas realmente são, mas é de vital importância, é urgente que cada um cultive dentro de si alguma ilusão. E isso não significa fugir da verdade, e sim brincar de fazer verdades. Verdades que não são VERDADES, mas que são verdadeiramente nossas.
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