domingo, 1 de maio de 2011

Tarde, sol, libedade.

Ontem andei pelas tuas ruas, e descobri que elas são só sua.
Como eu pude achar que pertenci, de alguma forma, áquela rua, á você?
Ontem andei pelos caminhos que vc e eu percorremos juntas, mas distantes.
Me esqueci que pra estar perto é necessário estar do lado de dentro, e não do lado.
Ontem percebi que não perdi nada, pq nada nunca foi meu.
E então, ao invés de me sentir triste, de ser invadida por uma nostalgia doentia, me senti feliz.
Feliz porque me libertei de uma corrente invisível que me fazia prisioneira.
Feliz por ter visto que é bom não sentir falta, saudade.
Feliz por saber que sem você eu consigo ser eu, pq com vc eu era apenas um reflexo da sua doença.
Um reflexo do seu faz de conta doentio.
Liberdade - e agora não é só a estação do metrô.

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