"Eu não escrevo pra ninguém e nem pra fazer música, e nem pra preencher o branco dessa página linda. Eu me entendo escrevendo, e vejo tudo sem vaidade, só tem eu e esse branco, ele me mostra o que eu não sei. E me faz ver o que não tem palavras, por mais que eu tente são só palavras, por mais que eu me mate são só palavras''
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Estou tendo um dia ruim
Ás vezes eu quero que as pessoas me entendam, mas quero tanto que a não compreensão chega a ser uma tortura. Esses dias andei pensando sobre isso, sobre essa minha obsessão em ser aceita, em agradar, em estar fazendo tudo 'certo'. Não posso desapontar meus pais, mesmo quando estou arrasada tenho que ser uma boa amiga - engolir a minha tristeza pra sarar a dos outros, tenho que ser uma boa irmã - ir até as reuniões já que meus pais não podem, tenho que ser tudo pra eles - e acaba não sobrando nada pra mim. Tudo bem que hoje não estou no meu melhor dia, pra falar a verdade estou confusa e um pouco triste - não no sentido arrasada - sabe aquela tristeza calada que chega sem fazer alarde e que desperta em todos a mesma pergunta - Pq vc está tão calada hoje? - então, é essa. Estou inconformada comigo mesma, eu me deixei de lado. Durante esses anos aguentei o desprezo de muitas pessoas, mas nenhum me incomodou tanto quanto o meu próprio. Ser agente da própria dor é mais dolorido. Quando eu tinha treze anos ainda me restava a esperança do futuro, eu jamais pensava que aos 21 estaria tão mal - ou pior. Estou me sentindo uma idiota, imbecíl, infeliz. Tenho medo que seja assim pra sempre. A tristeza secou meus olhos e vai secar meu coração também.
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