A vida é mesmo algo complicado. Desde o complexo funcionamento do corpo humano até as relações que os seres humanos estabelecem uns com os outros. Não é a gente que complica não, as coisas são complicadas, atrapalhadas, assustadoras. Esses dias me bateu uma daquelas reflexões... Eu nunca reflito sobre uma coisa por vez, quando vem vem tudo de uma vez, toda a minha vida, todos os problemas, angústias, planos... Esses dias tenho me sentido meio idiota, usada, e até - pq não dizer - ultrajada. Parece que eu estou sempre fazendo muito pelos outros, e que ninguém está fazendo nada por mim. Tudo bem que quem tem que fazer por mim sou eu mesma, e que a gente não pode esperar que todo mundo seja como a gente, mas machuca um pouco saber que a gente não recebe o mesmo valor ou valor nenhum...
Então, intimamente, decidi que ia fazer mais por mim, que iria ficar mais individualista e parar de querer salvar o mundo e coração dos outros - afinal de contas eu tenho o meu pra salvar. E hipotéticamente estava tudo bem, perfeito, até que... até que o plano começou a entrar em prática, e eu ao invés de ficar feliz, fiquei mais triste ainda. As pessoas não são idiotas, elas percebem uma mudança brusca, e eu fico me sentindo o lobo-mau da história. Queria saber o que fazer agora, descobrir o que é melhor pra mim e para os outros. Não quero magoar ninguém, mas quero pertencer mais a mim mesma., pois quando eu quero gritar, chorar, pular do décimo andar, só posso contar, desabafar comigo mesma. Parece que quanto mais eu falo para as pessoas como eu me sinto menos elas me entendem. Será que eu sou de outro planeta? Será essa a causa de tanta falta de compatibilidade ente eu e o resto do mundo?
No meio de tudo isso só me resta deitar na cama, olhar pro teto e tentar não pensar em nada. Deixar o braco entrar na minha mente e apagar tudo o mais. Não quero mais querer. Não quero mais planos. Quero é não sentir. Mas será que é possível estar vivo sem sentir?
Nenhum comentário:
Postar um comentário